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DEGUSTATE | GASTRONOMIA

Postado em 6/11/2009 17:54 por Didú Russo

Vinho Verde se comunicando. Vinho Verde fazendo sucesso.


Como dizia o Chacrinha, "Quem não se comunica se trumbica". Um dia nosso mercado de vinho no Brasil vai aprender isso. O Ibravin aliás já aprendeu e está se comunicanco. O Vinho Verde também sabe muito bem o valor de se comunicar e está fazendo sucesso crescente em nosso país, cresceu 44% em três anos.

Eu tive o prazer e a honra de ter sido escolhido para fazer dupla com o Bruno Almeida, da Comissão de Viticultura da Região dos Vinhos Verdes, em palestras em Belo Horizonte e Curitiba.

O Bruno é da área de marketing da Comissão, mas também é analista sensorial. Muito competente e com todas as informações na ponta da língua.

Me chamou a atenção o interesse, nas duas praças, pelo Vinho Verde. A maneira como todos participaram e se entusiasmaram com os estilos dos vinhos (aliás, visitem o site deles, é dos mais completos que conheço, com animações Bárbaras), o interesse nos diversos tipos, o Vinho Verde e o Vinho Verde Alvarinho, que são totalmente diferentes.

Como teimoso que sou, pela convicção de algumas coisas, adorei ver nas platéias a confirmação de minha percepção


de que todos gostariam de ver a “agulha” mais presente em vinhos de qualidade superior.

O Vinho Verde não pode perder a agulha. Deixem os Alvarinho em seu caminho de vinho tranqüilo, com toda aquela complexidade e exuberância próprias, com a incrível aptidão à evolução, que o deixa mais nobre ainda e marquem bem a presença da “agulha” nos Vinhos Verdes de qualidade superior. Não concordo que a “agulha”, marca exclusiva dos Vinhos Verdes, deva ser relegada aos vinhos mais simples dessa denominação.

Outra observação que me encheu de alegria, foi ver a receptividade ao Vinho Verde Tinto, este sim sem agulha, mas com aquela personalidade de uma casta como a “Vinhão” (a mesma Souzão do Porto) com aquela tinta incrível – dá para se carregar a caneta tinteiro com a “Vinhão” – um show de vinho que não deve ser comparado com nenhum. Ele é único, com aquela acidez e tanino altíssimos e o teor de álcool baixíssimo aos padrões atuais (costuma ter 11,5º), mostra uma alternativa de harmonia excepcional a pratos gordurosos e densos. A idéia geral de se tratar de um vinho apenas regional, está totalmente equivocada “Secondo Me”. O “Vinhão” tem que sair de sua regionalidade e mostra para mim grande opção a pratos pesados em países de clima tropical como o nosso. Um vinho que não quer ser ninguém, está feliz por ser o que é. Não muda a voz ao atender o telefone... ele é o que é. Ame-o ou deixe-o. Eu amei principalmente por sua integridade. Da próxma vez deveriam servi-lo acompanhado de um belo bacalhau grelhado e na tigela...

 



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