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DEGUSTATE | GASTRONOMIA

Seção: De R$ 60,00 a 100,00



6 post(s) publicado(s) em “De R$ 60,00 a 100,00”.

Postado em 8/11/2009 19:07 por Didú Russo

O incrível Chardonnay De Martino

Você achava que entendia de barrica de carvalho? Pois é, mais uma vez estive com Marcelo Retamal enólogo da De Martino (www.decanter.com.br) e mais uma vez me emocionei. Me emocionei primeiro por que as apresentações dele são uma aula, de conhecimento e de técnica. Me emocionei em segundo por que Marcelo é dos raríssimos enólogos que responde com honestidade a tudo que se pergunta. Me emocionei em terceiro pelo Chardonnay Single Vineyard 2006, com 14,5° a R$ 84,00. Um show. Compre já uma caixa e guarde. O vinho, do Valle de Limarí de vinhedo a apenas 19km do mar, recebendo diretamente os efeitos da corrente fria de Humboldt. 14,5° tem uma untuosidade, um frescor cítrico e uma mineralidade, vinho Sápido e com uma madeira tão elegante que não parece vinho de novo mundo.

Retamal nos explica que geograficamente, o Valle do Limarí corre paralelamente ao rio homônimo, numa zona que fica bastante quente à medida em que se afasta do mar. As precipitações são baixíssimas, não ultrapassando os 100mm anuais!, e as amplitudes térmicas diárias grandes, entre 15 e 20°C.

O solo, contou Retamal, corresponde a uma antiga terraça aluvial do rio Limarí, marcado num primeiro nível pelo baixo conteúdo de matéria orgânica e altos níveis de carbonato de cálcio, e num segundo nível, argilo-arenoso com gravas (cascalhos), chegando na profundidade a um solo arenoso-argiloso com muitas gravas e grandes rochas. Isso tudo mostrado em fotos e animações em sua apresentação impecável, na ótima sala da loja da Decanter na Joaquim Floriano, 836. Itaim Bibi, lugar onde se pode degustar vinhos a preço de loja em ambiente discreto e elegante.

Retamal nos contou que a fermentação do mosto em barricas de carvalho francês com baixos níveis de tostado para respeitar ao máximo a integridade do terroir. Permanência por um ano nas barricas e afinamento de mais 12 meses. As barricas eu gravei ele mesmo contando quais são.

Postado em 21/8/2009 9:00 por Didú Russo

O Vin de Garage Valandraud tem bom vinho abaixo de R$ 100,00 também

Jean-Luc é o proprietário-gerente da ETS Thunevin (www.thunevin.com) e proprietário dos; Château Valandraud, Virginie de Valandraud, Clos Badon Thunevin, Château Bel Air Ouÿ, Château Prieuré Lescours, Château Bellevue de Tayac, Domaine Calvet-Thunevin e Calandray. O cara é uma simpatia e conta tudo sempre com bom humor e savoir-faire.

Degustei oito vinhos, sendo dois brancos e seis tintos que foram descritos um a um pelo Jean-Luc e traduzido por seu Diretor Comercial Juan Carlos Ferreira. O Presidial Thunevin (Le Coq) Branco 2007 (R$ 79,00), Blanc de Valandraud n°2 2007 (R$ 252,00), Presidial Thunevin (Le Coq) Tinto 2007 (R$ 79,00), Bad Boy 2006 (R$ 168,00), Dom Virginie Thunevin 1 2006 (R$ 110,00), 3 de Valandraud 2006 (R$ 290,00), Virginie de Valandraud 2007 (R$ 420,00) e o Chateau Valandraud 2003 (R$ 1.04,00). Casa do Porto

A bem da verdade devo dizer que adorei todos os vinhos e apenas o primeiro branco me pareceu abaixo do nível dos demais. Mas dentre eles meus destaques foram; o Blanc de Valandraud n°2 2007, elegante, madeira bem dosada, untuoso e fresco, fino mesmo, epetacular. O Presidial Thunevin (Le Coq) Tinto 2007, por custar R$ 79,00 tem que ser destacado pois trata-se de um francês de caráter e qualidade bem superior a tantos vinhos de novo mundo sem nenhuma personalidade que custam bem mais. Merece estar à mesa. O Dom Virginie Thunevin 1 2006 é um show. Curiosamente me lembrou crina de cavalo ao nariz antes mesmo de Jean-Luc comentar que sua filha Virginie adora cavalos e cuida de animais abandonados. Adorei, talvez a melhor compra “Secondo Me” (R$ 110,00), com muita personalidade, e faz bonito à mesa.


O Bad Boy, nome dado em função dos comentários de Robert Parker sobre o produtor, uma espécie de “ovelha negra” que inclusive está estampada no moderno rótulo e foi muito promocional ao Jean-Luc, não me pareceu melhor que o Virginie Thunevin. Dos três Valandraud, considero que o 3 de Valandraud e o Virginie Valandraud tenham um tratamento de madeira (negada por Jean-Luc) diferente do último, bem superior, mais elegante, madeira bem mais discreta, bastante distinto, mesmo se tratando de mesmo vinhedo.

Os vinhos devem chegar dentro de dois meses. Reserve o seu pois são poucas garrafas. Uma curiosidade, Jean-Luc que não é enólogo, adora tentar coisas diferentes e em 2.000 resolveu cobrir parte de seu vinhedo com um plástico para evitar o excesso de água da chuva, sem saber que não era permitido. Foi punido e recusado como AOC Saint Emilion Grand Cru e forçado a divulgar Vin de Table nos vinhos daquela parcela de dois hectares. Ele então fez um rótulo chamado L’interdit de Valandraud e vendeu ao mesmo preço dos Grand Cru fazendo grande sucesso...

Postado em 22/7/2009 9:00 por Didú Russo

Ótimo Cabernet Franc brasileiro

Experimentei com meu filho Sommelier Ramatis, um curioso vinho brasileiro de nome CHURCHILL, um Cabernet Franc de Nathan J. Churchill para provarmos. Decantamos e após 40 minutos experimentamos uma delícia de vinho. Produzido exclusivamente com Cabernet Franc de Pinto Bandeira, Churchil vinifica o vinho na Vinícola Valmarino. O vinho 100% Cabernet Franc estagia por 10 mêses e 20 dias em barricas (duas) novas americanas Canton Vintage, que amadurecem ao ar livre por 24 mêses. A produção é de apenas 600 garrafas numeradas. Com 12,5% de álcool o vinho é muito sedutor, agradável, longo, com boa fruta e leve amargor ao final que cai muito bem com a comida. No agradável Saint Vin Saint, que inclusive vende vinhos à mesa com elegância, taças importadas e a preço de loja (vejam que é possível sim senhor...) você pode curtir o ambiente e degustar esta maravilha por R$ 67,50.

Postado em 18/4/2009 10:51 por Didú Russo

Imperdível vinho chileno, de castas francesas e feitos por um italiano... é um verdadeiro Toscano.

Com um cardápio das mãos de fada de Silvia Percussi, a simpatia do Conde Francesco Marone Cinzano e uma vertical de seu vinho ERASMO (importação da Casa do Porto) onde degustamos as safras 2001/2/3/4 e 5 desse fantástico vinho que tem castas francesas (Cabernet Sauvignon/Cabernet Franc/Merlot), solo chileno e as mãos de Francesco, o vinho é um Toscando,degustado às cegas, você dificilmente diria se tratar de um vinho chileno e o melhor, um toscano mezzo biodinâmico. Para vocês terem uma idéia ele não irriga, só usa leveduras indígenas e cuida das plantas com chás de urtiga, de camomila, etc. Outra coisa, que "Secondo Me" explica um pouco da elegância extraordinária de seu vinho, Francesco usa barricas francesas de diversos usos, 1º, 2º, 3º, 4º e até 5º uso. "Se a barrica está boa por que não usá-la" diz o simpatico nobre italiano que é um sózia de Marcelo Mastroiani.

Uma das primeiras garrafas assinadas de meus "calandelabros inbriacos" foi do Erasmo 2001 que continua sendo minha vindima "da cuore", acho que ainda vai mais uns anos, embora seja talvés uma opinião isolada de quem adora vinhos evoluídos. O 2005 foi uma quase unanimidade da mesa como soberbo, este sim "Secondo Me" está muito pronto para a idade e não sei quanto irá, mas está espetacular e na Casa do Porto o vinho é vendido a R$ 90,00, não perca tempo, pois se comparado a outros top chilenos, o vinho está a muito bom preço. O Ricardo Bohn Gonçalves que gostou mais das safras pares, observou a curiosa semelhança entre si das safras pares e das ímpares. Fracesco comentou que ontem à noite a 2004 saiu-se muito bem, veja a elegância de um nobre ao falar de sua preferência sem comprometer nenhuma das safras. Bárbaro!

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Postado em 10/3/2009 9:20 por Didú Russo

Vinho sulafricano que é puro Bordeaux

O Glen Carlou Grand Classique 2006 que a Grand Cru traz para o Brasil é um perfeito Bordeaux feito nas colinas de Paarl Valley na África do Sul. O corte não poderia ser mais bordalês; Cabernet Sauvignon, Merlot, Petit Verdot, Malbec e Cabernet Franc, e o nariz e a boca confirmam o resultado. Incrível, o vinho é um bordeauxzinho mesmo. A R$ 98,00. www.grandcru.com.br




Postado em 27/2/2009 18:10 por Didú Russo

Maitre de Chais - Syrah du Valais

Ontem participei de um grupo de degustação que provou 32 amostras de vinhos Syrah ou Shyraz. Havia de várias as procedências, da Argentina, do Chile, da Australia, da itália, da África do Sul, da Nova-Zelândia, da França e da... Suiça. Meu preferido disparado por sua elegância, frescor, seu álcool em 13º, mineralidade, tipicidade, vinho que nunca participou de seções de musculação..., em fim um vinho nobre, importado pela honesta Vitis Vinífera. www.vitisvinifera.com.br R$ 87,00 Excelente compra "Secondo Me" claro pois não foi o resultado do grupo que quando sair oficalmente eu conto o resultado. Enquanto isso compre sua garrafa e comprove.

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