Seção: Editorial
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Soube pelo blog do Ucha, meu amigo de Porto Alegre http://cordeiroevinhobyucha.blogspot.com/2009/11/parker-recebeu-vinho-brasileiro.html que o Parker recebeu uma garrafa de Talento das mãos de Andréia Gentilini do Ibravin para degustar.
Na mesma notícia ele informa que No Wine Future Rioja, o crítico norte-americano conduziu uma degustação de 20 vinhos da variedade Granacha, originária da Espanha. Todos os rótulos, vindos da França, Espanha, Austrália e Estados Unidos (Califórnia) tinham mais de 90 pontos, a maioria entre 94 e 98. Comentando o que mais valoriza nos vinhos, Parker disse que não dá muita importância para a cor dos vinhos. “No nariz, aroma é o onde está o encanto do vinho, puro, intenso, revelando a sua personalidade. Na boca, dou muita importância a textura do vinho, se é intenso, saboroso e aromático e não muito pesado. Deve ser limpo e puro”, ensinou.
Gostaria de dizer três coisas a respeito da notícia:
1) Parker em suas palavras contradiz a maioria dos vinhos que receberam dele grandes notas. A grande maioria de suas notas máximas tem muito pouco do que considero “limpo” e “puro” e quase a totalidade deles são “pesados”.
2) Espero de coração, que pela inegável força do Parker em termos comerciais, o Talento seja merecedor de uma nota alta. Seria muito bom para o bom vinho brasileiro.
3) Na minha opinião as notas do Parker só servem para quem vende vinho. Para mim não valem nada. Respeito, claro sua importância e sua competência, mas acho absurdo pessoas que compram um vinho em função da notas de Parker. Estou cansado de ouvir de importadores “o Parker deu 93 pontos a este vinho”. O Parker que se dane. Quem deve dar nota alta ao vinho é quem comprou e degustou o vinho. Aos meus leitores, digo com toda a sinceridade: Esqueçam as notas do Parker e respeitem a sua nota. Arrisque e prove. O vinho foi para o seu prazer e não do Parker. Caia fora desse refrão, que para mim é cafona e ridículo. Tenho uma lista enorme de vinhos que considero limpos, puros e que não são pesados e que garanto que o Parker nunca provou. Saúde.
A única coisa que realmente admiro em Parker é que ele conseguiu viver de consumidores que pagam para saber de suas opiniões e não depende de anunciantes. Se ele vivesse no Brasil estava ferrado. ele e a Jancis estariam dependendo de anunciantes. Uma tristeza isso. Não é nada fácil ser independente e precisar de publicidade.
Mais um site descomplicando o vinho. O IBRAVIN, Instituro Brasileiro do Vinho e da Uva lança site, veja: http://www.vinhosdobrasil.com.br
Seis vinícolas brasileiras participaram da Anuga, de 10 a 14 de outubro, em Colônia, na Alemanha, o segundo importador de vinhos da União Europeia e o 4º país em consumo da bebida, com 24,3 litros por pessoa ao ano. Aurora, Boscato, Casa Valduga, Irmãos Basso, Miolo e Salton integraram o estande coletivo do Projeto Setorial Wines From Brazil (WFB), realizado em parceria entre o Instituto Brasileiro do Vinho (Ibravin) e a Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (Apex-Brasil). A Secretaria de Desenvolvimento e Assuntos Internacionais (Sedai) e o Sebrae-RS também apoiaram a participação das empresas gaúchas no espaço coletivo. Esta foi a terceira participação consecutiva do Wines From Brazil na Anuga, a maior e mais importante feira de alimentos e bebidas do mundo, conhecida como um evento que contém “10 feiras em uma”. “A Alemanha é um dos principais mercados de vinhos do mundo, por isso a nossa presença na Anuga é fundamental para mostrar a consistência e a crescente evolução de qualidade dos vinhos brasileiros”, afirma o diretor-executivo do Ibravin, Carlos Raimundo Paviani. Faça como os alemães, Ara e se Abra para o Vinho Brasileiro.
Você provavelmente nunca ouviu falar em G 7. Trata-se de um grupo de quintas portuguesas que se promovem e assim promovem também o bom vinho português mundo a fora. Não é à toa que o vinho mais impotado da europa pelos brasileiros é o vinho português. O G 7 promoveu encontro com a imprensa no DUI, com impecável trabalho da Sommelière Eliana Araujo e o excelente jantar de Bel Coelho, que lamentavelmente não veio iluminar o salão com sua bela presença. Deixou frustrados os portugueses; Mario Neves da Aliança e atual Presidente do G 7, Martin Guedes da Aveleda, Sergio Marques da Bacalhoa, Antonio Soares Franco da José Maria da Fonseca e Manuel Messias da Messias. O encontro seguiu no dia seguinte com degustação para o mercado no Tivoli Mofarej. Na imagem acima você vê o Presidente do G 7 Sr. Mario Guedes.
Fui visitar a Quinta da Aveleda e logo de chegada a surpresa de que meu querido amigo Francisco Guedes, certamente um dos mais simpáticos e competentes jovens do mundo do vinho., havia ido aos Estados Unidos receber um premio. Que pena para mim, queria me sentar com ele naqueles jardins e na companhia de uma adega velha (bem velha...) conversarmos calmamente, o que certamente não poderia ser nesta viagem... terei que voltar e logo.
Fomos recebidos pelo dedicado Manuel Oliveira que foi um perfeito cicerone e nos guiou aos jardins de uma das mais belas adegas do mundo, dos 22 hectares, eles preservaram 8 hectares para jardins com plantas de todo o mundo. Depois seguimos `a sala de degustações e tivemos uma aula do jovem enólogo Manoel Soares, concordamos em vários pontos, menos na pouca agulha do Casal Garcia, que “Secondo Me” deveria voltar ao que era. Compreendo as pesquisas e sei que vender mais de 8 milhões de garrafas por ano, do mais famoso vinho verde no mundo, não é para brincadeira, mas o vinho tem que ter a agulha, este é seu charme e seu maior diferencial.
Cheguei ontem ao Brasil após esta deliciosa e reveladora visita a Portugal, especialmente à região do vinho verde. Minha passagem tinha conexão Porto/Madrid/SP. Não sei se você teve a oportunidade de passar recentemente por esses aeroportos. Eles são amplos, limpos, funcionais e não há aglomerado. Não há nem mensagens de áudio. Apenas uma, alertando que as indicações estão todas nos painéis. Não precisei pedir informação a ninguém e nehum vôo atrazou, demorou ou qualquer outro tipo de problemas. Os banheiros limpíssimos e bares com pouquíssimos funcionários e tudo funcionando. Pois bem, cheguei em Guarulhos exatamente às 05hs.52min. Sabem a que horas consegui pegar minha bagagem? às 7hs.:36 minutos!! Um caos no aeroporto, filas em caracol, funcionários despreparados, sorrindo com ironia, olhando como "autoridades", aspecto de quem estava escolhendo a quem acharcar, confusão, gente sem compostura, o banheiro sujo e quebrado. Fiquei envergonhado e me lembrando de nosso Predisente chorando por que conseguiu trazer as Olimpíadas para cá... E teremos Copa do Mundo também... Brasil, meu Brasil brasileiro... que pena. Hoje compro a Vejinha e qual a matéria de capa? O caos em Cumbica...
A entrevista que fiz com o Luiz Horta na Casa do Porto rendeu dois programas. A seqüência (não é mais assim?...) irá ao ar amanhã, espero que você curta. Eu adoro ver a cara do Luiz quando você pergunta algo e ele fica vasculhando mihares de informações na cabeça para ponderar tudo e dizer o mais correto... não é bárbaro? Você já sabe que é na TVA canal 18 ou pelo
www.bluetv.com.br onde você assiste no mesmo horário pela web. Aliás tem um ouvinte no Japão que eu preciso saber quem é... E olhe ainda tem Filipa Pato em jantar no Dalva & Dito em evento excepcional da Casa Flora quando do lançamento do FLP, vinho que usa a "cercealinho" você sabe que uva é essa? Assista e veja ainda a elegância e honestidade do Alex Atala falando sobre harmonizar vinho e comida. Tem Adolar Herman e muito mais. CELEBRE! A opinião independente que descomplica o vinho para você. E saiba que opinião independente vivendo de publicidade não é fácil não heim gente. Saúde!
Recebo com tristeza o editorial dos meus amigos do site Academia do Vinho a nota abaixo. Vamos nos mexer gente. Quem são estes vereadores? Vamos fazer campanha contra eles. Politcio só se mexe quando sente a possibilidade de perder mandato, encerrar a carreira ou ganhar dinheiro sujo, claro. Vamos saber quem são eles e protestar. Isso é inaceitável! Vejam como é hoje e como ser´nem precisa mostrar né?... Depois Leiam abaixo o editorial.

Vale dos Vinhedos: visite antes que desapareça
É triste constatar que mais uma vez a ganância fala mais alto e se sobrepõe à seriedade, à responsabilidade e ao bom senso.
Não é só no Congresso Nacional que aqueles que deveriam zelar por nossos interesses estão muito mais interessados nos próprios bolsos. Semana passada, uma tropa de choque de vereadores na Câmara Municipal de Bento Gonçalves aprovou, para fins residenciais, o loteamento de parte do Vale dos Vinhedos, antes área considerada rural. O que leva alguém a votar favoravelmente a uma proposta tão absurda? A quem interessa tanto empenho nessa aprovação? Quanto vale o show?
O Vale é uma linda região de produção agrícola, com longas extensões de vinhedos e umas casinhas aqui e ali, além das vinícolas. Somente pessoas sem qualquer responsabilidade ambiental e a mínima consciência de dinâmica urbana, não perceberiam que não há infra estrutura que permita receber grandes quantidades de pessoas para morar. Especulação imobiliária, crescimento desordenado, poluição visual, sonora e do ar, contaminação do lençol freático, trânsito caótico, nada disso combina com o Vale dos Vinhedos.
O condomínio aprovado tem lotes de 200 metros quadrados: centenas de casas em lotes minúsculos, milhares de pessoas habitando uma região que não tem a menor condição de se adequar a isso.
Crescimento urbano é um tema seríssimo e deve ser discutido com extrema responsabilidade porque as consequências são irremediáveis.
Centenas de pessoas no Vale garantem sua renda na entressafra da uva com atividades ligadas ao turismo. É a beleza das características naturais do Vale que atrai turistas. Ninguém quer viajar para ver mais uma cidade cheia de condomínios, para isso basta olhar da janela de casa. Com essa decisão o interesse de uns poucos se sobrepõe à necessidade de muitos. Vão enterrar o potencial turístico da região, ou seja, vão matar a galinha dos ovos de ouro.
Apesar do protesto geral de vinicultores, moradores, políticos (sim, ainda existem alguns que não se metem no meio dessa lama de safadeza), sabemos que no Brasil as coisas costumam ficar por isso mesmo, todo mundo esquece e a pouca vergonha acaba em pizza. Nesse caso, sem vinho.
É preciso preservar o Vale para que as futuras gerações conheçam o berço da vitivinicultura brasileira ao vivo e não só pelas fotos nos livros de história.
Quem conhece o Vale sabe do que estamos falando e da enorme perda em todos os sentidos a não ser no bolso dos vereadores e empreendedores imobiliários. Quem não conhece, visite antes que desapareça.
Acabo de recer de minha amiga Joana Carvalho Neuding, duas fotos de aquarelas de seu avô sr. Emidio Dias de Carvalho. O sr. Emídio, homem de taninos polimerizados, tem um humor de poucos e aos oitenta e seis anos continua produzindo maravilhas no mundo do vinho, como esta aqualrela aí em baixo da Quinta das Carvalhas no Douro.
Ótimas expectativas com a parceria do IBRAVIN e IBRAF
Ibravin e Ibraf (Instituto Brasileiro da Fruta estão formalizando acordo de parceria para promoção do suco de uva natural no Brasil e no Exterior. A notícia é excepcional e ajudará muito o setor, pois os vinhos de mesa que enfrentam grande problema de mercado podem se voltar para o suco. Diego Bertolini do Marketing do Ibravin destaca que pretendem mostrar o diferencial do suco natural que é 100% de uvas versus o “néctar” que apesar do termo é uma diluição de no máximo 30% de uva em água e espessantes. Um litro de suco de uva tem 1,5 kg de uva.
O Brasil já exporta suco de uva concentrado para Estados Unidos e Taiwan, agora essa parceria vai permitir o trabalho conjunto promovendo o suco in natura, pronto para beber. A contar com os resultados excelentes de Andréia Gentilini Milan do Wines From Brazil, podemos esperar grandes notícias pela frente.
Quem sabe não está aí a saída para o frágil vinho de mesa brasileiro, já que nosso governo não soube aprender com o Uruguai como ajudar o produtor a reconverter seus vinhedos.